Das Vantagens de Ser Bobo (Clarice Lispector)

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  O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo. O bobo é capaz de ficar sentado, quase sem se mexer por duas horas. Se perguntando por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando." Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia. O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas. O bobo ganha liberdade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski. Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea o...

FLOR ATREVIDA - EDITORA QUADRIOFFICE/2007 (Adriana Moraes)



Autor do Livro de poesia, Flor Atrevida, lançado na Bienal do Livro de 2007, o professor, artista visual, consultor em arte-educação, articulista e poeta Emanuel Galvão, apresenta ao cenário alagoano seus poemas inundados de cotidiano e beleza. Ousado como suas poesias, Emanuel nada contra a corrente de que livros de poesias não são bem aceitos pelo público, ou tem público restrito e lança seu livro/sonho, acalentado e escrito ao longo de 26 anos.

Diante de tanta ousadia, como explicar a arte de Emanuel Lopes Ferreira Galvão? Emanuel Poeta, como é conhecido, nascido e criando em União dos Palmares, cria suas poesias, mergulhado nos universos a que se propõe tratar. Quando o universo é feminino, toda paixão vem à tona em uma torrente de sensualidade e sensibilidade. Exemplo disso é o poema Metáforas, onde o poeta nos toca de fato com as palavras.

Uma das características mais marcantes de Emanuel é a captação da realidade reinventada, onde assume o papel do sedutor e do seduzido, ora amante, ora amado. Mas nem só de romance vive os poemas de Emanuel, em Dos excluídos e Sertão, os elementos de uma dura realidade são expostos assumindo o papel da luta contra as desigualdades sociais, mas com a graça e a leveza do poema ritmado e bem escrito.
Em 2011 Emanuel Poeta é convidado para fazer parte de um seleto grupo denominado Movimento da Palavra. A partir daí, sua produção cresce e tem visibilidade entre os intelectuais da capital, o que acarretou na indicação, para a Academia Maceioense de Letras.
Foto: Sergio Penha
Agora, Galvão, filho de um simples agricultor e uma professora primaria, que até a adolescência tinha dificuldades em português, galga mais um degrau em sua trajetória. É imortalizado, sendo eleito para a Academia Maceioense de letras, esse Palmarino toma posse definitiva de sua cadeira em 13 de março de 2013.
Foto: Sergio Penha

A academia Maceioense de Letras é a casa dos poetas a 58 anos, tendo como seu atual presidente um dos seus fundadores, o poeta Jucá Santos.


Adriana Moraes
Assessora de Comunicação



Comentários

  1. Que bom encontrar vc no seu blog....Não te vi mais na feira.
    Receba meu abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Laerço!
      Foi realmente um prazer conhecê-lo.
      Desculpa a demora em responder. Mas agora estou mais atento.
      Volte sempre meu amigo!
      Um forte abraço!

      Excluir
  2. Salve a Democracia

    Nossa gente se achava
    Em época mui sombria
    Limitando o que falava
    Pra não ser penalizado
    Pois nossa gente gemia.

    Mas o sol da liberdade
    Irradiou-nos harmonia
    Ressurgindo-nos o sorrir
    Com acesso ao ir e vim...
    "Salve a democracia"!

    Viva o Brasil brasileiro
    Povo ordeiro, que alegria!
    Respirando em liberdade
    Que vivamos em verdade
    Mui veraz democracia!!!

    Laerço dos Santos amante da poesa

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